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perguntado em Religião e Espiritualidade por Ouro (65,7K pontos)

Eclesiastes 1:14

Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do Sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.

5 Respostas

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respondida por Prata (36,1K pontos)
Vaidade é ocultar a humanidade por meio de "máscaras" para se adequar à uma realidade.

E correr atrás do vento, como metáfora, é correr atrás do impossível.
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respondida por Prata (36K pontos)
Tantas coisas Dreamy...

Em resumo: O mundo e este sistema de coisas.



Bjs
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respondida por Prata (47,2K pontos)
Quero pensar, e desenhar no vazio, a insignificancia: o que é em vao, o que é feito vanamente. É uma perspectiva, podemos dizer, do tipo existencial.

Penso sobre o que vale a pena na minha vida, onde colocar meu tempo, energia e dinheiro. Será que um dia vou olhar para trás e dizer que ¿isso também foi como "correr atrás do vento"?

Sei que todos nos preocuparmos muito por nosso devir e o de nossos seres queridos, mas eu me pergunto ¿o que é que nos faz felizes? ¿o que é a felicidade no luxo e ascensao social?. Trabalhar só para defender um status social. Se trabalhas demasiado, tua vida se converte no trabalho, e acabas sendo incapaz de sentir o prazer de viver.  Enfim.

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respondida por Cobre (5,7K pontos)
Vaidade é perder-se em sim mesmo quando a vida perde a significação por falta de um projeto de vida. Aí não haverá sol que brilhe ou vento que segure, que se cure.
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respondida por Platina (76,8K pontos)
O Livro de Eclisiastes é de autoria de Salomão,  homem sabio que o escreveu em momentos de reflexão sobre a vida e seu significado.

Busquei textos que expliquem as expressões que citou e esse foi o que encontrei que se aproxima mais do que eu também pendo:

"A vaidade se configura numa triste realidade, na qual o indivíduo coloca Deus a margem dos seus projetos existenciais, e se lança numa busca frenética procurando em diversas situações construir a sua própria felicidade e viver como se não dependesse de Deus. Todavia, essa busca por realização que acontece de maneira verticalizada, indiferente a realidade do Deus pessoal, o qual traz em si o significado de toda existência, e nada pode existir sem Ele, conforme disse o Apóstolo Paulo aos atenienses “Nele nós existimos e nele nos movemos” .

Tentar encontrar o sentido da vida em uma realidade não centrada em Deus é o mesmo que empreender uma CORRIDA ATRÁS DO VENTO, na qual o indivíduo nunca atingirá sua meta, pelo contrário ficará sempre mais distante de encontrar o que busca.

Salomão mergulha nesse mar da existência humana tentando descobrir se haveria alguma realização centrada exclusivamente no Ser e nada mais, que pudesse lhe proporcionar o real significado de existir “debaixo do sol”, isto é, aqui neste mundo. No capítulo 2 podemos observar os diversos caminhos escolhidos por ele.

O primeiro deles diríamos que tem a ver com o estilo “life party”, a vida é só festa, são os bares e as boites nos finais de semana, clubes, os carnavais e todas as festas de época e fora de época. Todavia, depois de desfrutar toda essa euforia descomprometida, ele se vê completamente vazio, não descobre nenhum sentido nisso tudo, e por isso ele conclui “não passa de vaidade” (cap 2.1-2).

Na segunda tentativa ele resolve busca a realização tornando-se um grande empreendedor: construiu casas, plantou vinhas, construiu açudes. Tornou-se um empresário obcecado, megalomaníaco. Também não foi dessa vez que encontrou a felicidade. Sendo assim, prossegue na sua busca frenética, resolve ser um especulador do mercado financeiro (cap 2.8), amontoou ouro e prata. Até ai permanece insatisfeito.

Depois disto ele envolveu-se com o mundo artístico, relacionou-se com os famosos da arte e da música. Pois ele diz que se proveu de cantores e cantoras, que freqüentavam a sua casa. Isto também não lhe trousse sossego, o que lhe fez ir busca de mais um caminho e finalmente enveredou pelo sexo livre, no amor livre, amou muitas mulheres (cap. 2.8). Casou, descasou, teve casos e amizades coloridas. De todas essas experiências ficaram a frustração, pois nenhum empreendimento humano por si só pode dar sentido a vida.

Como disse o famoso escritor russo, Dostoievski: “existe um vazio no coração humano do tamanho de Deus”, isso corrobora com o nosso pensamento que qualquer projeto de vida indiferente ao referencial de Deus, não passará de fadiga e vaidade que se expressará através da angustia e inquietação.

O renomado filósofo existencialista, o francês Jean Paul Satre no seu livro “A náusea”, concebe o mundo como um absurdo, e a vida como um processo do acaso em todos os sentidos. Satre defendia que os seres humanos precisavam dar um sentido a própria, só que criado por eles próprios. Infelizmente o existencialismo de Satre parou no cap. 2 de Eclesiastes e por isso ele foi mais um ser humano que com todo o seu potencial passou toda sua existência CORRENDO ATRÁS DO VENTO, sem conseguido a sua meta, descobrir o significado da própria existência, e ele resume a sua frustração no título da obra mais famosa “O Ser e Nada”.

Confesso que ao estudar um pouco sobre a filosofia existencialista fiquei mais seguro acerca da minha fé em Jesus Cristo, pois mesmo não aderindo a fé em Deus os existencialistas ao revelarem a frustração por encontrarem as respostas para o sentido da vida, nos prova por antítese, que estas respostas só podem ser encontradas na palavra de Deus. E isso ocorre quando o ser humano tem um encontro com o seu Criador por meio de Jesus Cristo, o qual veio para dar vida abundante, vida com propósito, vida que tem um significado e uma direção certa, DEUS.

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