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perguntado atrás em Política, Leis e Sociedade por (365 pontos)

Seria essa a grita dos adeptos da escola sem partido?

6 Respostas

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respondida atrás por (276 pontos)
Por toda minha vida estudei em escola pública e o que vi durante todos esses anos foi uma doutrinação por parte dos professores. Lembro muito bem que desde muito novo fui condicionado a acreditar que o capitalismo é coisa dos ricos malvados e que o socialismo é dos pobres coitados.  Todos os meus colegas - que seguiram comigo praticamente durante todo os anos escolares - caíram certinho nessas ideias e mesmo depois de mais velhos, com mais facilidade ao acesso a informação, continuaram condicionados acreditando no que os professores falavam. Lembro perfeitamente que todos os meus professores do ensino médio lamentaram veementemente quando a Dilma caiu em 2016 e todos os alunos da minha sala concordaram que o que estava acontecendo com a presidenta era um gólpi.

Não é novidade nenhuma para ninguém que as escolas públicas são uma fábricas de futuros eleitores de governos socialistas. Todos conseguem ver isso, mas o problema é muito mais profundo.

Quando alguém pode controlar o que os jovens de hoje vão ou não aprender, cria-se um ambiente perfeito para escravidão. Hoje é proibido negar-se a colocar o filho na escola. Todos são obrigados, via COERÇÃO, a aprenderem exatamente o que o governo quer. Não importa se estão ensinando que isso ou aquilo é o correto, o âmago da questão que passa despercebido pela maioria é que não há liberdade no que diz respeito a aprendizagem. O que o governo diz que é certo, é certo e pronto! Quem já leu 1984 sabe o quão TERRÍVEL isso é.

Defender escolas sem partido é o mesmo que defender o menos pior. A questão não é essa.
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respondida atrás por Bronze (21,9K pontos)
Eu me formei em história, e lá nunca teve na prática a pluralidade de idéias que eles defendem na teoria. Pegue a grade de qualquer curso de história e ele sempre será igual: Foucault, o pessoal da escola de Frankfurt, Perry Anderson, Eric Hobsbawn, Marc Ferro, Marc Bloch, Karl Marx e até Antônio Gramsci.

Você nunca verá alguém falando de Mises, Hayek, Rothbard em se tratando de economia, Orlando Figes e Richard Pipes se tratando de história ou mesmo autores conservadores como Roger Scruton, Michael Oakeshott, Edmund Burke, Russel Kirk, Thomás Sowell e outros.

Muitos dos alunos nem sequer vão conhecer alguns destes autores no decorrer do curso. Não é a toa que 85% dos professores de história são esquerdistas. Escola tá parecendo igreja, aliás, existe mais liberdade de pensamento dentro da igreja. Lá você pode escolher ser calvinista ou arminiano sem ser repreendido.

Professor deveria se limitar a dar a matéria, não defender ideologia política seja qual for, incitar alunos a passeatas e greves ou incutir religião na cabeça dos alunos - este último se não estivermos falando de escolas particulares e confessionais.

Abraço.
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respondida atrás por Platina (82,8K pontos)
Oi Paul Emic, seja bem vindo ao Gloove!
comentado atrás por (365 pontos)
Agradeço as boas vindas.
Que bons ventos possam ser portadores de trocas de ideias e contatos.
Nemastê!
comentado atrás por Platina (82,8K pontos)
Dá uma olhada na MP que eu te mandei.
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respondida atrás por Cobre (6K pontos)
Olá Paul Emic
Acho que isso não é tão novo assim.
Lembro bem quando aprendi as primeiras operações na escola, não entendi e pedi para meu pai me ensinar.
E ele me ensinou à maneira dele.
Mesmo tendo o mesmo resultado, a operação que o professor queria tinha que ser executada da mesma forma que o professor ensinou.
Tive grande dificuldade por conta disso.
Talvez a didática tenha mudado, mas a soberba de alguns continua a mesma. Querem impor seu modo, seu pensamento.
Professor deveria incentivar o livre pensamento não é?
:)
comentado atrás por (365 pontos)
Como diz o comentário popular: "O buraco é mais embaixo". Aqui, trata-se não de métodos e mecânicas, mas do pensamento sobre humanidades, ideologias. Eu me lembro de uma aula da Marilena Chaui em que ela zombava do conceito tradicional de família. Uma das formas de desensinar é desconstruir o modo de pensar do outro para impor o seu. É nesse sentido que tento entender o pessoal das "Escolas sem partido"
comentado atrás por Cobre (6K pontos)
Sim, neste contexto ideológico e distorcido especialmente por esta "filósofa" acredito que a bandeira da escola sem partido seja justamente proibir ideologia em sala de aula.
É ineficaz. Não há como vigiar o professor o tempo todo.
Estamos em plena revolução Gramsciniana,  já há anos instalada em escolas, universidades e dentro das próprias famílias.
:(
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respondida atrás por Prata (39,4K pontos)
Nao é nenhuma novidade que estamos á frente duma geracao onde a empatia despenca. Existem colégios para tudo;religiosos, laicos, técnicos, humanistas, liberais, conservadores etc etc. E comvenhamos que inclinacao ideologica sempre houve na ensino. O certo seria fomentar o livre pensamento, mas isso nao depende do "professor", é uma pessoa, subjetiva, com seus propios ideais e é inevitável que ensinará subjetivamente. A diversidade de ideologia deve e tem que estar garantida pelo Estado oferecendo um maior espectro ideológico,oseja diversidade de professores, sempre falando de ensino público né. Logo, pais pagam colégio particular, com determinada inclinacao ideológica, e pronto.
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respondida atrás por Bronze (18,7K pontos)
Tipo as igrejas que fazem lavagem cerebral nas pessoas ?  Eu já entrei em atritos com meus professores por causa disso. Eles até podem querer me empurrar algumas coisas que na hora em que chegam nos meus ouvidos eu bloqueio e seleciono só o que me convém
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