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Nunca foi tão necessário conscientizar as pessoas da realidade e reafirmar nossa lealdade à liberdade humana, que é a base da prosperidade e da própria civilização.  Para isso, é necessário o repúdio geral e incondicional a todas as forças ideológicas que se opõem a ela. Liberdade econômica, ou Liberalismo (capitalismo foi uma troça feita por Karl Marx e que acabou se popularizando), foi a melhor invenção da Humanidade.

Na Inglaterra do século 12, por exemplo, ocorria uma crise de inanição generalizada a cada 14 anos.  Do século 13 ao século 17, a escassez de alimentos aparecia a cada 10 anos.  Já nos dias de hoje, quando se fala em 'tempos difíceis', isso nada tem a ver com surtos de fome, inanição e doenças letais (exceto em países da África, onde não há nem resquícios de capitalismo).  Esses episódios, comuns àquela época, mataram dezenas de milhões, e obrigaram as pessoas a comer cachorros e cascas de árvores.

E mesmo aqueles que não sofriam com a fome também não viviam com conforto.  Para a maioria das pessoas, as casas eram minúsculas, com um buraco em seus tetos de junco e palha para permitir que a fumaça saísse.  As cidades tinham apenas uma bomba d'água, que era a fonte de toda a cidade.  A rede sanitária era precária, e surtos de lepra, escorbuto e tifóide eram coisas comuns e esperadas.  As pessoas se consideravam abençoadas quando seu filho conseguia sobreviver ao primeiro ano de vida, e eram muito poucos os adultos que passavam dos 30 anos de idade.

Oportunidade econômica era algo desconhecido, assim como a ideia de se ter uma prosperidade material em contínuo avanço.  A  "revolução" começou com a industrialização na Grã-Bretanha.  As pessoas passaram então a fugir em manada do interior rural em direção às fábricas.  Hoje os historiadores dizem que as condições de trabalho nessas fábricas eram deploráveis, com longas e duras horas de trabalho.  Sim, verdade, mas qual o padrão de comparação?  As condições eram ruins comparadas a quais outras?  A alternativa para a maioria das pessoas era viver como indigentes ou morrer de fome nas áreas rurais.

Muito pouca atenção é dada aos heróicos proprietários das primeiras fábricas.  Eles geralmente eram pessoas humildes, que incorreram em enormes riscos empresariais e que reinvestiam seus lucros na expansão das fábricas, o que, indiretamente, trazia benefício aos trabalhadores, gerando-lhes empregos, ainda que precários.

Eles conseguiram abrir suas fábricas mesmo sob forte oposição das elites já estabelecidas, que não queriam concorrência e que os acusavam de estar enchendo a cidade de "gentalhas" e "ralés".  O único apoio intelectual que esses empreendedores tinham vinha dos economistas liberais clássicos, que perceberam que essa iniciativa empresarial representava liberdade e prosperidade para o homem comum. O que estava sendo produzido nessas fábricas não eram bens para a nobreza, mas vestuários e equipamentos utilizados pelas pessoas comuns para melhorar sua vida diária.

Essa tão atacada instituição chamada "capitalismo", uma palavra que significa nada mais do que liberdade de gerir a sua propriedade, de fazer trocas voluntárias e de inovar se mostrou o mais espetacular motor do progresso humano, e sua expansão foi a maior ideia dos últimos séculos.  Todo o conforto material de que desfrutamos hoje devemos à economia de mercado, que talvez seja o menos compreendido alicerce da vida civilizada.

O capitalismo puro protege o fraco do forte, e garante liberdade de escolha e de oportunidade para as massas que antes não tinham outra opção senão viver em um estado de dependência em relação àqueles que detinham os poderes políticos. Compare o histórico do capitalismo com o do Estado forte, que, apenas no século passado, matou dezenas de milhões de pessoas com seus campos de concentração, suas guerras e com a fome provocada tanto pela economia planejada quanto deliberadamente, como estratégia política.  E o próprio histórico do tipo de planejamento central que agora está sendo imposto ao mundo é totalmente abismal. Sempre que o estado tentou erradicar alguma coisa (desemprego, pobreza, drogas, ciclos econômicos, analfabetismo, crime, terrorismo), ele acabou gerando mais daquilo, muito mais do que seria gerado caso ele não tivesse feito absolutamente nada.

O ódio ao mercado, à economia de mercado, à livre iniciativa, deve ser retaliado com veemência em defesa da liberdade, em todas as gerações.  Não é nenhum exagero dizer que nossas vidas dependem disso.
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respondida por Prata (27,1K pontos)
Porque sem ele eu não compro nada...
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respondida por Ouro (64,1K pontos)
Defendo porque o  comunismo teve sua vez e se mostrou ineficaz. Os exemplos remanescentes são de dar pena, é só olhar o que aconteceu com os países que se achavam.

Winston Churchill:
 
"O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesses; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias."
Tenho que concordar vendo meu país no estado que está.

Abraços.
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respondida por Cobre (6,5K pontos)
Defendo porque um país necessita de livre comércio, é necessário concorrência, é necessário lucro, tudo isso traz benefícios para os trabalhadores e consumidores. É muito fácil criticar o capitalismo no iPhone, utilizando o Facebook enquanto come um McDonald's e assiste Netflix ou ouve música no Spotify.
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respondida por Prata (35,7K pontos)
Defendo ele, mas precisa melhorar e muito.

É fácil citar exemplos de sociedades não capitalistas que tinham crise de fome...sociedades não capitalistas da Idade Média!!! Mas e a nossa? Não passa crises de fomes? O que foi a crise de 29? A fome na África não é de 10 em 10 anos, é constante!
Vivemos num mundo capitalista pra mais de 1 século e não fomos capazes de superar a desigualdade.
O êxodo rural na revolução industrial aconteceu por causa dos cercamentos, onde vários camponeses foram expulsos de suas terras. Porque morriam como indigentes na zona rural mesmo?
Quanto às condições dos trabalhadores na revolução industrial, a jornada de trabalho era longa, a expectativa de vida era de no máximo 30 anos (a cada 3 crianças, 1 morria), viviam em cortiços, casas minúsculas, poço artesiano para água e esgoto, ficavam sob o risco de tuberculose e várias outras doenças. Precisa de comparação? Ou a revolução industrial foi a era de ouro da humanidade?
Prosperidade econômica era impossível. O salário era baixíssimo para isso, quase não era suficiente para sobreviver.
Parece que o capitalismo defende os fracos dos fortes? Não...
E repare: em nenhum momento falaram da emissão desenfreada de CO2!



Não vou santificar o capitalismo.  Ele tem erros graves que precisam ser melhorados.
É necessário um capitalismo que se baseie no desenvolvimento sustentável: que não agride a natureza e que cuida das questões sociais.

Respodendo sua pergunta: por que eu acredito que o capitalismo é o melhor sistema econômico? Questão de justiça. Um médico não pode ganhar o mesmo que um jogador de futebol, é injusto. Fora que novas revoluções serviriam apenas para atrasar futuros progressos, tanto democráticos e econômicos, quanto sustentáveis.
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respondida por (652 pontos)
Não compro briga por isso, mas sou a favor do livre comércio. Não defendo o capitalismo americano, onde os 'exageros são exagerados', p/ex, executivo de uma multinacional ganhar 50, 100, 150 milhões de dólares por ano. Aí já é uma palhaçada, um escárnio com os demais da população. Embora a tributação sobre essa renda pesada leve metade dela pros cofres do governo americano, já é um consolo.

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